Categorias
Mensagens do Mês

É assim diz o Senhor ou eu profetizo?

Nos últimos anos temos observado o uso de um novo modelo de introdução à profecia bíblica: Eu profetizo. Muitas músicas, livros, estudos, conferências e particularmente pregações estão popularizando dentro e fora das igrejas esta nova modalidade.

Nos últimos anos temos observado o uso de um novo modelo de introdução à profecia bíblica: Eu profetizo. Muitas músicas, livros, estudos, conferências e particularmente pregações estão popularizando dentro e fora das igrejas esta nova modalidade. Uma reflexão séria à luz da Bíblia se faz necessária sobre tal ensino e prática. Precisamos como igreja hodierna voltar ao espírito primitivo dos crentes bereanos! Estes, quando o apóstolo Paulo pregava, analisavam criticamente à luz das Escrituras o que ele dizia, ensinava e praticava! Tal atitude é válida nos dias de hoje. Pergunto: É assim diz o Senhor ou eu profetizo?
Eu conheci um irmão de uma igreja que certo dia de culto com a igreja lotada profetizou algo sobre uma honrosa e piedosa crente da mesma congregação. Esta irmã sofria de uma enfermidade cancerígena no braço que lhe trazia grandes dores e sofrimentos. Compadecida da angústia da amável irmã, a igreja se pôs intensamente a orar e interceder pela cura da mesma junto a Deus. Certo dia, o quadro clínico da irmã piorou consideravelmente. Os médicos a desenganaram. A igreja mesmo em fervente oração, condoída com a situação de sofrimento da congregada, aguardava o desfecho já sem muita esperança. Mas, algo inesperado aconteceu! O Irmão em pleno domingo, como já mencionado, cunhou: “Eu profetizo: A doença da irmã não é para a morte e, sim, para a vida”. Continuou: “A irmã vai testemunhar da cura e do poder de Deus em sua vida aqui nesta congregação, neste púlpito”. A igreja ficou na expectativa! A notícia profética logo se espalhou. A igreja continuou em oração. O Irmão ganhou fama. A esperança pela cura da irmã se renovou. Alguns dias depois, o corpo da irmã deu entrada na igreja em que se congregava para ser velado! Foi um choque! Um espanto! “Mas, como?”. “E a profecia?”. Alguns diziam perplexos! Outros perguntavam: E o irmão? Caiu no descrédito. Tomei conhecimento algum tempo depois que o irmão profeta, lamentavelmente esfriou, se afastou da igreja e posteriormente divorciou – se. Esta história foi real! Eu mesmo presenciei, pois me congregava nesta igreja. Apesar do drama, foi um grande aprendizado para mim. Deus me fez entender a importância da racionalidade e da fidelidade para o entendimento das Escrituras. Entendi que não se deve entregar mensagem para uma pessoa ou mesmo uma igreja se o Senhor não mandar. Não se deve deixar a emoção humana falar mais alto do que a emoção que vem de Deus fundamentado nas Escrituras. Pergunto: É assim diz o Senhor ou eu profetizo?
A profecia bíblica nunca foi em primeira pessoa. Os apóstolos sempre combateram com veemência estes falsos profetas. Paulo escreveu aos Gálatas:

“Admira – me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho; o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (1.6 – 8).

Nosso Senhor Jesus Cristo em seu grande sermão escatológico sobre os últimos acontecimentos antes de sua vinda, alertou – nos:

“Vede que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. Levantar – se – ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” (Mt 24.5, 6, 11).

O profeta João Batista em seu ministério profético se contentou com sua missão de preparar o caminho para a vinda do Profeta, do Messias prometido. João Batista com fidelidade, alegria e humildade disse: “Importa que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3.30). Para os “profetas modernos” tal atitude é impossível. No vocabulário deles, esta declaração de João fica assim: “Importa que eu cresça e que Cristo diminua”. Pergunto: É assim diz o Senhor ou eu profetizo?

O apóstolo Pedro enfrentou de frente tal ensino e os seus mentores. Ele escreveu aos seus contemporâneos:

“Temos assim tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê – la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva brilhe em vossos corações; sabendo primeiramente, isto, que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens (santos) falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo” (1 Pe 1.19 – 21).

Podemos destacar deste texto algumas características da verdadeira profecia bíblica. Antes, porém, daremos uma breve atenção ao todo da Epístola.
Pedro se identifica como “servo e apóstolo de Jesus Cristo”. Direciona sua Epístola aos que com ele “obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (v.1). E destaca inicialmente em sua saudação o que no corpo de toda sua carta discorrerá com muita propriedade: “Graça e paz vos sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus nosso Senhor” (v.2).
Dos versos, 3 – 11, do capítulo primeiro, o apóstolo Pedro enumera algumas qualidades e frutos presentes em um verdadeiro crente que autenticam sua fé. Faz questão de pontuar aos seus destinatários que os mesmos são dádivas do poder de Deus em Cristo Jesus:
“Visto que pelo seu divino poder nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude” (v.3). Eis o espírito bereano: “Por isso mesmo, vós, reunindo toda vossa diligência, associai…” (v.5). O que? A vossa fé a virtude, o conhecimento, o domínio próprio, a perseverança, a piedade, a fraternidade e o amor.
Dos versos, 12 – 18, Pedro resalta o testemunho de testemunhas oculares citando sua própria experiência:

“Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade; pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória excelsa lhe foi enviada seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Ora, esta voz, vinda do céu, nós a ouvimos quando estávamos com ele no monte santo”.

Do capítulo, 2.1 até o capítulo 3.10, o apóstolo Pedro adverte a igreja acerca do perigo presente e futuro que envolve os falsos profetas, mestres e seus ensinos proféticos.
2 Pe 2.1: “Assim como no meio do povo surgiram falsos profetas, assim também, assim também haverá entre vós mestres, os quais introduzirão dissimuladamente heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição”.
Pedro destaca com vívidas palavras as características dos falsos profetas:
2 Pe 2.10 – “Seguindo a carne, andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar as autoridades superiores” – são anarquistas.
2.12 – “Brutos irracionais, naturalmente feitos para presa e destruição, ignorantes espirituais”.
2.13 – “Praticam injustiças, amantes da luxúria, místicos”.
2.14 – “Olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado… tendo coração exercitado na avareza, filhos malditos”.
2.15 – “Abandonando o reto caminho, se extraviaram pelo caminho de Balaão”.
No final de sua epístola, o apóstolo ensina como a igreja deve viver na expectativa da volta de Cristo.
2 Pe 3.14, 18: “Por esta razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai – vos por ser achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis. Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo”.
Com perspicácia, Pedro enumera os anseios e desejos dos hereges:
2 Pe 2.1 – Negam a soberania de Cristo: “…os quais introduzirão dissimuladamente heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou…”
2.3 – Querem fazer da igreja e dos crentes um comércio: “Movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias…”.
2.15 – Amam e buscam o prêmio da injustiça: “Abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça”.
2.19 – Prometem em suas pregações e profecias o que não podem cumprir: “Prometendo – lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção…”.
3.4 – Negam a vinda de Jesus Cristo dizendo: “Onde está a promessa de sua vinda?”.
Analisaremos agora o que o aposto Pedro ensinou à igreja acerca da verdadeira profecia.

1° – A profecia bíblica tem cumprimento cabal v.19
“Temos assim tanto mais confirmada a palavra profética”

O apóstolo dá testemunho do cumprimento da profecia Vétero – Testamentária citando o pregador da justiça divina no período do dilúvio, Noé: “… e não poupou o mundo antigo, mas preservou a Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas, quando fez vir o dilúvio sobre o mundo dos ímpios” (2.5).
No tempo do patriarca Abraão e Ló, quando cumpriu sua sentença sobre as cidades de Sodoma e Gomorra: “E, reduzindo a cinzas as cidades de Sodoma e Gomorra, ordenou – as à ruína completa, tendo – as posto como exemplo a quantos pelo procedimento venham a viver impiamente; e livrou Ló, afligido procedimento libertino daqueles insubordinados” (2.5, 6).
Pedro não deixa de frisar a mau exemplo do profeta mercenário, Balaão, que inflamou e induziu Israel ao erro e pecado na peregrinação no deserto (Nm 22.4 – 35). Faz questão de enaltecer o cumprimento das profecias dos antigos e santos profetas, e também dos apóstolos, sob a orientação e ensino de Jesus Cristo (3.2).
Os “profetas modernos” ensinam, pregam e profetizam palavras ao ar. Profetizam em primeira pessoa. Massageiam o ego dos seus ouvintes com palavras fictícias. Prometem e agendam trabalhos de curas. Banalizam a verdadeira profecia dizendo coisas como estas: “Coloca a mão sobre o ombro do teu irmão e profetiza sobre ele a cura, a prosperidade, a unção, a ousadia, a libertação, a conquista, a vitória, etc.”. Dizem mais: “Determine sobre o teu irmão a bênção”. Usam a Palavra de Deus para profetizar dentro de reais possibilidades: “O Espírito Santo de Deus me diz: Há alguém aqui que está sofrendo com problemas de saúde, emocionais, conjugais, financeiros, espirituais, etc.”. Isto, deve se destacar, dentro de um trabalho com muitas pessoas com variados tipos de problemas! É apelação! Jesus Cristo disse: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mt 24.35). Jesus nunca profetizou palavras ao ar. Nem o Mestre, nem os apóstolos profetizaram para ver se ia dar certo. Os “profetas hodiernos” fazem assim. Profetizam de si mesmos. O teólogo e apologista Paulo Romeiro em seu livro, Evangélicos em Crise: Decadência doutrinária na igreja brasileira, cita uma falsa profecia e o seu profeta:

“Não faltou ousadia a Edgar Whisenant, um ex – engenheiro da Nasa que se tornou professor de profecias bíblicas e escreveu um livro intitulado 88 Razões Por Que o Arrebatamento Poderia Ser em 1988. Nesse livro, Whisenant afirmou que Jesus voltaria durante as Festas das Trombetas, entre os dias 11 e 13 de setembro. Mais de quatro milhões de cópias do livro foram impressas e cerca de 300 mil enviadas gratuitamente a muitos pastores nos Estados Unidos. Milhares lavaram a sério as informações fabulosas de Whisenant e seu livro não parava nas prateleiras das livrarias”. Romeiro Conclui: “Como nada do que havia predito aconteceu, Whisenant mudou a data para três de outubro. Essa data também falhou”. (Mundo Cristão, 1999, pg. 177).
Pergunto: É assim diz o Senhor ou eu profetizo? Quando Deus levantou Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oseias, Joel, Amós dentre outros notáveis profetas, eles, antes de entregar a profecia vinda da parte de Deus, diziam: “Assim diz o Senhor”. A profecia vinha do alto, de Deus. Quem profetiza em primeira pessoa, profetiza de si mesmo. Os “profetas modernos” sempre buscam em geral a alegria do povo. Tentam agradar o povo a todo custo. Eles em geral estão no gosto e apreço popular. Seguem o caminho de Balaão. Dão ao seu ouvinte o que ele quer ouvir. Se for cura profetiza cura. Se for prosperidade prega prosperidade. Se for prodígio e maravilha, anunciam prodígios e maravilhas. É de suma importância e digno de nota que anunciemos: As doutrinas destacadas e ensinadas pelos falsos mestres geralmente são distorções bíblicas. Eles usam a Bíblia em benefício próprio. Isto significa dizer que ainda que refutemos, continuamos crendo na profecia, na cura, em prodígios e maravilhas e na prosperidade, agora, em fidelidade, segundo as Escrituras Sagradas.

2° – A profecia bíblica traz luz ao coração v.19
“Como uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações”

O apóstolo Pedro fez questão de deixar claro aos seus destinatários o lugar da emoção e da razão dentro da visão bíblica. A emoção é fruto do verdadeiro conhecimento bíblico. A base da experiência cristã em suas variadas e sublimes emoções é a Palavra de Deus. Não existe cristianismo sem razão, nem sem emoção. O equilíbrio é a chave que abre a porta para o verdadeiro usufruto do cristianismo. Esta porta é Jesus, o Cristo. O Verbo que chorou, sentiu cansaço, fome e sede. Pedro em sua epístola pontuou o equilíbrio:

“Visto como pelo seu divino poder nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para sua glória e virtude” (1.3).

Ressalta a diligência:

“Por isso mesmo, vós, reunindo toda vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude o conhecimento; com o conhecimento, o domínio próprio; com o domínio próprio a perseverança; com a perseverança, a piedade; com a piedade, a fraternidade; coma fraternidade, o amor”. Destaca: “Porque estas coisas, existindo em vós e em vós aumentando, fazem com que não sejais nem inativos, nem infrutuosos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo”. (1.5 – 8).

Os falsos profetas apelavam ao coração e emoção de seus ouvintes. Eles depreciavam e negavam a soberania de Jesus (2.1), e colocavam no pedestal da glória o livre arbítrio do homem. Como? Prometendo – lhes falsa liberdade através de um discurso arrebatador (2.19). Nunca repreendiam os seus ouvintes em seus pecados com veemência, e postergavam ao ponto de negarem a repentina vinda de Jesus Cristo (3.4). Não é diferente nos dias de hoje! Os “profetas modernos” pregam um evangelho focando principalmente a emoção e a experiência de seu ouvinte. É o evangelho da autoajuda! É a emoção desprovida da razão. É puro misticismo. Buscam revelações, mas não o Deus da Revelação. Pregam o prazer momentâneo e o ajuntamento de tesouros na terra. O céu, segundo profetizam, é aqui e agora! Pois, dizem: “Onde está a promessa de sua vinda?”.
Como igreja atual precisamos estar atentos. Ao aumentar a iniquidade, o amor de quase todos esfriará, disse Jesus (Mt 24.12). Foi neste contexto escatológico que nosso Senhor nos alertou: “Levantar – se – ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” (Mt 24.11). Em tempos de ensinos, estudos, palestras, conferências e pregações em meio a uma miscelânea de emoções desprovidas de razão, precisamos trazer à memória o que Cristo disse acerca do centro de nossas emoções, o coração: “Do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem” (Mt 15.19, 20). O profeta Jeremias, bem disse: “Enganoso é o coração mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?” (Jr 17.9).
A verdadeira profecia traz luz ao entendimento e fogo ao coração. Pedro explicou aos seus leitores:

“Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis esquecer: que, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum se perca, senão que todos cheguem ao arrependimento” (3.8, 9).

O crente tem que viver entre o já e o agora não. É uma tensão! É viver cada dia como se fosse o último dia. É viver e usufruir da vida presente que Deus nos deu como uma bênção, e ao mesmo tempo anelar pela vida futura na expectativa da repentina vinda de Jesus. O apóstolo Paulo viveu um cristianismo assim:

“Para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne traz fruto para o meu trabalho, já não sei o que hei de escolher. Ora, de um e outro lado estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Fl 1.21 – 23).

Pedro como um verdadeiro profeta ensinou isto: “Virá, entretanto, como um ladrão, o dia do Senhor…” (3.10). Exortou a igreja à obediência a verdadeira Palavra profética: “… e fazeis bem em atendê – la, como uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações” (1.19).É este o ensino e pregação que temos visto e aprendido nos púlpitos de nossas igrejas nos dias de hoje? É lógico que não! Pergunto: É assim diz o Senhor ou eu profetizo?

3° – A profecia bíblica não é de particular interpretação v.20
“Sabendo, primeiramente, isto, que nenhuma profecia da Escritura vem de particular elucidação…”

Ao concluir o livro da Revelação, o apóstolo João, escreveu em Ap 21.18 – 20 sobre a severidade de Deus para com aqueles que usam erradamente a Palavra e deliberadamente a destorcem:

“Eu a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa, e das coisas que se acham neste livro. Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente venho sem demora. Amém. Vem, Senhor Jesus”.

O homem só tem autoridade para pregar e ensinar a bendita e poderosa Palavra de Deus se o próprio Deus o conceder. O Senhor exige compromisso e seriedade de seus ministros para com Sua Palavra. Ao pregador da Escritura basta apenas se colocar como vaso e canal nas mãos de Deus; O Senhor pela instrumentalidade do Espírito Santo fará a obra. Prega a Palavra: “Sabendo, primeiramente, isto, que nenhuma profecia da Escritura vem de particular elucidação…”. Quando Deus nos entregar uma mensagem, sobretudo profética, e nos enviar a qualquer lugar que seja para anunciá-la, em sua introdução, o que se deve dizer é: Assim diz o Senhor ou eu profetizo? Você já sabe a resposta! A honra, a glória e o louvor sejam unicamente tributados a Deus. Amém!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *