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Mensagem da Semana

Ai dos Pregadores que não Pregam o Verdadeiro Evangelho!

“Ai de mim se não pregar o Evangelho!”

Bem disse o apóstolo Paulo: “… quando prego o Evangelho, não vejo como me orgulhar, pois a mim é imposta a obrigação de proclamar. Ai de mim se não anunciar o Evangelho!”

       ”Ai de mim se não pregar o Evangelho!”

  Bem disse o apóstolo Paulo: “… quando prego o Evangelho, não vejo como me orgulhar, pois a mim é imposta a obrigação de proclamar. Ai de mim se não anunciar o Evangelho!”
  Qual Evangelho você deseja ouvir? Qual Evangelho você deseja que seus filhos ouçam? Qual Evangelho você deseja que transforme e regule a vida de sua família? Qual Evangelho você deseja ouvir nos dias de culto, especialmente aos domingos à noite sendo pregado no púlpito de sua Igreja? Qual Evangelho você deseja: O Falso e anátema ou o Verdadeiro e bíblico? Se você se preocupa verdadeiramente com seu destino eterno e de sua família não existe outra opção a escolher, senão – O Evangelho verdadeiro que muitos homens de Deus pregaram no transcurso da história bíblica e eclesiástica. Citarei alguns nomes bem conhecidos do grande público e outros nem tanto. Muitos outros pregadores poderiam entrar nessa lista sem nenhum problema. Perdoem – me pela não citação de grandes homens de Deus. Soli Deo Gloria!
  O Evangelho que deve ser pregado do verdadeiro púlpito é o Evangelho gracioso de Cristo. O mesmo que Paulo pregou em suas treze epístolas. O Evangelho que levou o apóstolo aos gentios ao ponto de declarar: “Porquanto decidi nada saber entre vós, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado” (1 Co 2.2). Paulo sabia que jamais poderia pregar esse Evangelho desprovido da oração intercessória da igreja:
  “Orai do mesmo modo por mim para que, quando eu falar, seja – me concedido o poder da mensagem, a fim de que, destemidamente, possa revelar o mistério do Evangelho, pelo qual sou embaixador preso em correntes. Orai para que, permanecendo em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpre fazê – lo” (Ef 6.19, 20).
  É lamentável nos dias de hoje a igreja insistir em oração ao mesmo tempo em que se recusa ouvir da boca de seu pastor a mensagem poderosa do verdadeiro Evangelho em seus cultos ordinários e, sobretudo, dominicais. É contraditório. Lastimável.
  Santo Agostinho, o grande teólogo da igreja nos séculos IV e V, pregou maravilhosamente esse Evangelho. John Wycliffe, John Huss pregaram esse Evangelho. Huss morreu queimado por ser fiel ao Senhor Jesus Cristo e ao Seu Evangelho. Homens como Martin Bucer em Estrasburgo, na França e Guilherme Farel, na Suíça pregaram ousadamente o Evangelho verdadeiro. Martinho Lutero, Ulrico Zuínglio e João Calvino também pregaram expositivamente e destemidamente esse poderoso Evangelho. Os sucessores imediatos dos reformadores também pregaram esse Evangelho transformador: Na Alemanha, de Lutero, Filipe Melanchton; Em Zurique, na Suíça de Zuínglio, Heinrich Bullinger; Em Genebra, na Suíça de Calvino, Theodoro Beza. Todos pregaram o Evangelho poderoso e Verdadeiro.
  Devemos pregar do púlpito verdadeiro o mesmo Evangelho que os Puritanos ingleses pregaram para reformar a Igreja Anglicana. Eles foram expulsos da Inglaterra para a Nova Inglaterra, na América, por pregarem esse Evangelho. Na Nova Inglaterra através do Evangelho, Deus fez imergir uma grande nação fundamentada nas Escrituras. Devemos pregar do púlpito verdadeiro o mesmo Evangelho que Jonathan Edwards pregou quando eclodiu o grande avivamento em Northampton, Massachusetts, EUA, no século XVIII. Esse Evangelho que Edwards pregou, foi o mesmo que incomodou a Igreja ao ponto de dispensá – lo por ele não aceitar a participação direta de descrentes na celebração da Ceia do Senhor. Devemos pregar o mesmo Evangelho que Charles Haddon Spurgeon pregou para milhares de pessoas semanalmente no Tabernáculo Metropolitano, na Inglaterra.
  Quando os púlpitos das igrejas se fecharam para George Whitefield na Inglaterra, ele não deixou de pregar esse valoroso Evangelho ao ar livre. Por cerca de trinta anos Martyn Lloyd Jones pregou expositivamente esse Evangelho na Capela de Westminster, na Inglaterra. O “Doutor” Lloyd Jones, como era carinhosamente e apropriadamente chamado, tornou – se um dos maiores pregadores do século XX. O “Doutor” expôs sistematicamente vários livros da Bíblia, deixando – nos um valioso legado.
  Devemos pregar do púlpito verdadeiro o mesmo Evangelho que as grandes Confissões Históricas têm defendido durante mais de dois mil séculos de ortodoxia e apostolicidade. O fundamento e base das Grandes Confissões é a Bíblia, o Evangelho, o próprio Cristo. Ai dos pregadores que do púlpito sagrado não pregam o verdadeiro Evangelho de Cristo. Esse Evangelho quando pregado com fidelidade e ousadia é o mesmo Evangelho pregado e vivido por Cristo. É o mesmo pregado e vivido por João Batista. Pregar esse Evangelho sem expor as vísceras dos nossos pecados individuais, coletivos e institucionais não é Evangelho. Quando esse Evangelho é pregado, o atalaia de Cristo pode até perder a cabeça como João Batista ou ser crucificado à semelhança Jesus. Ai dos pregadores que não pregam esse verdadeiro Evangelho. Ai dos pregadores que estão discretamente ou descaradamente substituindo o verdadeiro Evangelho pelo falso – A sentença de Deus é só uma: “… seja amaldiçoado” (Gl 1.8, 9). Devemos pregar do púlpito verdadeiro o mesmo Evangelho que condenou os pecados dos escribas e fariseus. Ai dos pregadores que não pregam esse verdadeiro Evangelho.
  O Evangelho que devemos pregar não é adaptável aos ouvintes nem às conveniências. O Evangelho verdadeiro é gracioso. É o poder Deus para a salvação de todo aquele que Nele crer. O Evangelho que devemos pregar é o fundamento da verdadeira Instituição. O Evangelho que devemos pregar reconhece e valoriza a boa tradição da Igreja, mas não se permite suplantar pela a má tradição e sofismas dos homens. O Evangelho que devemos pregar é Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia, Sola Fide e Soli Deo Gloria.
  O Evangelho que devemos pregar é o mesmo que os apóstolos de Cristo pregaram. Esse mesmo Evangelho fora pregado pelos discípulos diretos dos apóstolos. Tais homens foram martirizados por pregarem esse Evangelho. A Bíblia diz sobre Paulo e Silas e os demais pregadores do verdadeiro Evangelho: “… estes que têm causado alvoroço em todo o mundo, agora chegaram também aqui” (At 17.6). Quem pode barrar o poder e o avanço do verdadeiro Evangelho de Cristo? O estado tirano ou mesmo laico com suas leis contrárias à Palavra? Os homens maus? O movimento feminista? O movimento homossexual? O evolucionismo naturalista e ateu? A Instituição e Igreja apóstata que ama a perpetuação do poder pelo poder e adora seus líderes burocráticos em suas performances e ações fundamentadas em leis, estatutos e códigos meramente humanos e farisaicos? Nada pode barrar o avanço do verdadeiro Evangelho dentro do propósito sábio e soberano do Criador e sustentador de todas as coisas. Nada. Absolutamente nada! Na verdade, Deus em Sua providência tem usado os atos positivos e negativos dos homens para seus propósitos redentivos. O Evangelho é maravilhoso. Em sua aplicação, muitas vezes, nós, meros mortais, não conseguimos entender como Deus age nos corações e mentes humanas. Assim, a Igreja eleita que prega do púlpito o verdadeiro Evangelho deve crer e viver. Deus em Cristo, na instrumentalidade do Espírito Santo nos abençoe. Assim seja!
  O Evangelho que devemos do púlpito verdadeiro pregar defende e declara a total depravação da humanidade. Crer na Santíssima Trindade, no Deus Pai, no Deus Filho e no Deus Espírito Santo. O Evangelho que devemos pregar é a Palavra de Deus Inspirada, Infalível, Inerrante e Autoritativa. O Evangelho que devemos do púlpito verdadeiro pregar é o antigo e sempre atual Evangelho imutável de Cristo. É o próprio Cristo. Cristo não muda. Seu Evangelho também não. É absoluto e eterno. O Evangelho que devemos pregar é o Evangelho da redenção para todo e qualquer vil pecador. Ele é transformador. O Evangelho é a boa nova de salvação.
  O Evangelho verdadeiro que devemos do púlpito pregar é o Evangelho que combate o liberalismo; o ecumenismo; o legalismo; o hedonismo; o antropocentrismo; o misticismo; a idolatria; o triunfalismo… O Evangelho que devemos pregar é libertador. Traz luz à mente e alento ao coração. Devemos amar pregar esse Evangelho. Fomos graciosamente chamados para do púlpito anunciar esse verdadeiro Evangelho. Não merecemos. Somos míseros pecadores. Falhos. Louvemos ao Senhor por Sua infinita misericórdia. Se as misericórdias do Senhor não se renovassem sobre todos nós a cada manhã, já estaríamos consumidos. Agradeçamos ao Senhor por nos declarar justos nos méritos de Cristo. Já nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus. Que conforto e segurança! Esse é o Evangelho que todo verdadeiro servo fiel do Senhor deve viver e pregar – Deus, o Filho, a Palavra:
   “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus. Ele, a Palavra, estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas através dele, e, sem Ele, nada do que existe teria sido feito. E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. Vimos a sua glória, glória como a do Unigênito do Pai, cheio de graça e verdade” (Jo 1.1 – 3, 14).
  Ai dos pregadores que não pregam o verdadeiro Evangelho. Ai da Igreja que não ouve esse Evangelho. Ai da Igreja que consciente negligência a pregação desse Evangelho e mergulha no legalismo e moralismo vestindo uma falsa capa de “santidade e piedade”. Soli Deo Gloria. Amém!

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